CONSTRUIR UMA RELAÇÃO EXIGE ESFORÇO


Porque queremos uma relação? Secalhar não fazemos a mínima ideia ao que responder, de qualquer forma e de alguma forma entrámos nela. Ou já saímos. Seja em que caso for, e partindo do principio que tudo é impermanente, como construir uma relação o mais saudável possível? Bem, partindo de teorias e experiências, arrisco-me a dizer que uma relação só pode ser saudável, se assumires que és responsável pela tua parte. Responsabilizares-te pelos teus atos, pensamentos, sentimentos, vai colocar-te numa posição ativa e atenta, e não numa posição passiva e reativa. Vai permitir-te usares o espelho que a relação te proporciona, para também fazeres esse trabalho em ti. Sentir aquelas borboletas no estômago, provavelmente é fácil para a maioria no inicio de um relacionamento. Pode até passar algum tempo ou muito em que isso esteja presente. Contudo, se estivermos dependentes deste sentimento, a relação está condenada à partida, pois não existe nenhum esforço para construir a relação. Sim, a relação necessita de esforço. Não o esforço, para servir de saco de pancada para o companheiro, nem do esforço de fazer tudo o que o outro quer. Falo, por exemplo, do exercício diário da gratidão (atenção: não temos que estar gratos por levar porrada todas os dias. Há que discernir). Falo por exemplo, de perceber quais os comportamentos que temos que afetam a outra pessoa, e se assim entendermos trabalhá-los para transforma-los. Assumir a responsabilidade pelas nossas ações, é fundamental. As situações difíceis vão acontecer. E nessas situações, os sentimentos vão estar ao rubro, a raiva vai tomar conta de nós, que nos coloca numa situação de orgulho e depois tudo pode acontecer. E é nesse momento que é necessário esforço. É necessário o esforço necessário para estar atento ao que está a acontecer dentro de nós. Para perceber como o diálogo interno naquele momento está a ser altamente destrutivo. E há medida que estas situações vão sendo enfrentadas em nós, mais entendimento vai surgindo. Tanto em nós, como na relação. E a relação também serve para isto. Se continuarmos à espera que as borboletas estejam sempre a voar no nosso estômago, acabamos por ficar dependentes de uma sensação que não dura para sempre. A relação torna-se mais difícil quando apenas uma das partes (ou nenhuma) quer fazer um exercício semelhante. O que acontece é que a outra parte, vai adotar o papel de vitima, amuando e culpando o outro sempre que possível, perdendo a oportunidade de se responsabilizar por si. Os caminhos começam então a ser diferentes, pois os valores de cada um na relação são diferentes. Há medida que o tempo passa e as borboletas desaparecem , isto fica mais visível. E nisto, a dependência para estar sempre a sentir aquela paixão ardente dos primeiros tempos, pode fazer terminar a mesma, e andar a saltar de relação em relação à procura do mesmo sentimento, achando que isso é que é Amor. Bem, todos os dias vou aprendendo um pouco mais sobre o que é isto do Amor. E chego à conclusão que cada vez mais sei o que não é o Amor. E que provavelmente o Amor exige algum esforço. O esforço para te Amares, para tomares a consciência necessária que está tudo dentro de ti. E nessa buscar pelo teu Amor, aquilo que podes fazer na relação é partilhar e apoiar quando necessário. Inspirando-me na frase que li ontem e voltando a publica-la , por agora termino. “...Uma relação saudável é quando duas pessoas resolvem os seus próprios problemas para se sentirem felizes uma com a outra” Viva as relações!! 

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