EM DIREÇÃO AO SOL


Existem dois tipos de pessoas. Aqueles que se resignam e aqueles que aceitam e seguem em frente. Apesar de à partida parecerem o mesmo, não são. Aliás, são opostos. O primeiro tem uma atitude mais passiva e o segundo uma atitude mais ativa. Apesar das circunstâncias da vida e da dor que está a ser vivida, há que seguir em frente em direção ao sol.

Hoje, escrevo especialmente para aqueles que são aventureiros da vida. Todos aqueles que procuram libertar-se daquilo que está a mais. Aqueles que se respeitam e que acreditam que a vida é mais para além daquilo que construiram. Olhar para dentro é um desafio, mas é a única forma de conseguirmos obter liberdade. Essa que todos falam mas que poucos a têm. Olhar para dentro pode ser assustador, pode ser sufocante. Por vezes pode apetecer fugir. Por vezes apetece não olhar. É como voar numa noite de tempestade. É escuro, é incerto, é agitado. Mesmo durante o caminho poderá surgir indecisão. Será que estou no caminho certo? Por vezes pode vir uma vontade de voltar para trás, pois antes parecia ser tudo muito mais fácil. A solidão por vezes é sentida, pois só nós sabemos o que se passa cá dentro.


Ninguém disse que era fácil, apesar de existirem por ai muitas pílulas do sol. Mas, se calhar também não tem sido fácil até aqui. Quantos anos te empenhaste a construir o teu estado atual? Quantos anos tens passado escondido, com medo, paralisado? Se calhar, está então na altura de te juntares aqueles que aceitam e que com todas as dores de crescimento, assumem a responsabilidade da sua vida. Sem promessas, pois as promessas são mais uma forma de repressão. Dizemos que é para sempre e depois somos obrigados a cumprir. Não. Com todo o respeito pela pessoa que és, com todo o respeito pelo teu caminho, pelo teu tempo, pelas tuas dores. Não há ninguém igual a ti. E, nem mesmo ninguém poderá fazer o caminho por ti.


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