CAMINHOS DESCONHECIDOS


Confiar no desconhecido. Como confiar em algo que não conhecemos? Quando falamos em desconhecido, surgem imagens mentais, que nos fazem tentar encontrar o conhecido no desconhecido. Mas como são hipóteses, fica sempre um sentimento de dúvida. Logo, não estamos a confiar no desconhecido. Muitas vezes não se trata de confiar no desconhecido, mas confiar que independentemente daquilo que aconteça, vamos sobreviver. Mas, mesmo assim existem dúvidas. O medo condiciona todo este processo. Ele existe. E todos o sentimos. Ele existe para nos proteger de algo. E quando sentimos que não estamos a viver, ele está a fazer o seu papel. Apenas sabe desempenhar esse papel. Proteção. Investigar todo este processo, sentindo-o, experienciando-o permite-nos não fugirmos, não evitarmos. Ao evitarmos algo que faz parte de nós, estamos a rejeitar-nos. Ao penetramos profundamente nesta experiência, conscientes deste processo, transmutamos. Percebemos que medo é apenas medo, e que por trás daquilo que andamos a evitar, existe um novo caminho à nossa espera para ser explorado. Um caminho desconhecido, que se pode tornar uma nova realidade.


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