PARA ALÉM DA MENTE


Existem diversas investigações e teorias relacionadas com o estudo da mente. Há quem defenda que devemos acabar com o Ego , e há quem mencione que devemos ter um Ego forte. Independentemente daquilo que achamos ser o mais correto, a nossa mente permite-nos agir neste mundo, de forma a nos lembrarmos de situações, tomarmos decisões, pensarmos... Ego, é apenas uma palavra que define algo que não é visível. Será então importante percebermos toda a estrutura da mente, exactamente como ela funciona e de que forma nos prejudica? Ou será importante conhecermos através da experiência, aquilo que está para além da mente? Ou serão ambos importantes? Provavelmente, já em algum momento da tua vida, sentiste algo que não conseguiste explicar, algo tão puro, que não podia ser traduzido à letra. Mas, como gostamos de identificar coisas, podemos chamar-lhe Paz, Amor, entre outras palavras. Tudo isto acontece quando, na verdade, não deixamos a mente interferir no processo. As situações nunca são novas, porque na verdade perante uma situação, vamos reagir através do nosso histórico, das nossas experiências, logo, através da nossa mente. Ex: se eu conhecer uma pessoa “nova”, existe algo que a poderá julgar, condenar, rotular, etc. Só conseguimos de facto experienciar uma situação como nova, quando não existe interferência do passado. E como isso é possível? Quanto mais consciência tivermos de quem somos, mais o conseguimos fazer. Quando os pensamentos automáticos surgem, provavelmente não estamos atentos. Mas são eles, que na maior parte do tempo, governam o nosso dia. Acreditamos então que somos esses pensamentos. E com isso, sofremos. Então, quem somos nós? Somos aquele que observa esses pensamentos. Se conseguimos de facto observá-los, então não podemos ser os pensamentos. E aquilo que sentimos, sem a interferência desses mesmos pensamentos, não pode ser vivido na mente. Existe então algo que começa a manifestar-se. Algo mais profundo, algo mais intenso, algo mais real. Só pode ser real, aquilo que vem diretamente de nós. É o inicio de um percurso novo, em que a mente se torna uma ferramenta. Deixamos então de ser comandados e assumimos o comando das nossas vidas. Aqui e agora, o único momento onde as coisas realmente acontecem.


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