RELAÇÕES OU "RALAÇÕES"



O mundo cinematográfico aproveitou muito bem este tema. Falo de relações amorosas. Muitos dos filmes românticos realizados têm o ingrediente principal para fazerem prender o espectador ao ecrã. A relação perfeita. A projecção que fazemos de nós para aquele contexto, faz criar uma ilusão. A ilusão de vivermos a mesma história. Não é de agora. É desde muito cedo. As histórias de príncipes e princesas, as histórias em que “viveram felizes para sempre", etc.. Com isto crescemos a acreditar que este é o nosso objetivo. Basta encontrar a pessoa certa, e tudo isto acontece. Projetamos mais uma vez a nossa felicidade no outro. Colocamos a responsabilidade no outro. Ao mergulharmos e experienciarmos relações, começamos a perceber que as coisas não são como nos filmes, nem nas histórias. Afinal não duram para sempre. Afinal aquele que Amava-mos, agora odiamos. Como é possivel? Para passarmos da teoria à prática temos de vivenciar. A partir desse momento, vamos fazendo as modificações que achamos mais corretas, não deixando que seja o caminho a guiar-nos, mas a estarmos no comando do mesmo. Começamos a sentir a nossa essência e a apreciar a nossa companhia, sabendo que o futuro não existe e vivendo intensamente o presente. Descobrimos então que é possível “vivermos felizes para sempre”. E, se nesse momento, aparecer alguém, podemos partilhar tudo aquilo que descobrimos que existia dentro de nós, sabendo que aquela pessoa não nos vai preencher, mas sim fazer transbordar todo o Amor que já existe dentro de nós. “Quando gostamos de uma flor, arrancamo-la. Quando amamos uma flor, regamo-la todos os dias...”

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