NINGUÉM É DE NINGUÉM



Provavelmente, todos nós, já experienciámos um estado de paixão, quando simplesmente, nos apaixonamos por alguém. Existe uma intensidade emocional tão forte que todos os problemas naquele momento, parecem deixar de existir. Ficamos focados e orientados para aquela pessoa, viciados e tornamo-nos mais frágeis.Naquele momento, instala-se uma anarquia emocional, em que tudo é confundido com Amor. Nessa descarga emocional, existe um certo grau de dependência. Apegamo-nos ao outro de tal forma, que no momento em que as nossas expetativas forem defraudadas, sentimentos de raiva e frustração tomam conta de nós. O outro já não é objeto de “Amor” mas sim do oposto. E como pode o verdadeiro Amor ter oposto? Como é que reagimos se o nosso(a) companheiro(a) quiser dar um rumo diferente à sua vida? Como é que reagimos quando as nossas expetativas não são satisfeitas? Permitindo-nos sentir todas as emoções, observando-as de uma forma cada vez mais consciente, e respeitando a liberdade de escolha de cada um, vai levar-nos a um caminho de maior maturidade emocional, em que resgatamos cada vez mais a nossa independência e a nossa liberdade. Sentimo-nos mais motivados e mais completos. No nosso trajeto conjugal, deixamos de precisar do outro. Em vez disso, escolhemos fazer o nosso caminho com ele. João Pedro Pais já dizia: “Ninguém é de ninguém, mesmo quando se Ama alguém”

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